Custo de vender em um Marketplace

Se você é microempreendedor e trabalha anunciando seus próprios produtos, é bem provável que já tenha passado pela sua cabeça colocá-los à venda em marketplaces. Entretanto, existem muitas dúvidas se vale a pena ou não fazer isso, em especial relacionadas aos custos para entrar em um marketplace.

Por isso, neste post vamos abordar algumas das principais perguntas que são feitas relativas aos custos de um marketplace, e mostrar quais são os benefícios de usá-lo para expandir sua estratégia de divulgação e vendas. Acompanhe e boa leitura!

5 perguntas sobre os custos de vender em um marketplace

1. Como funciona a comissão dos marketplaces?

Em geral, marketplaces funcionam assim: a cada venda feita, uma porcentagem pela negociação fechada (fee) dentro da plataforma é cobrada do empreendedor. A taxa de comissão por venda costuma ser de 16% a 20% na maior parte dos marketplaces do Brasil. O que muita gente se pergunta é se pagar esse valor de comissão é rentável para o empreendedor.

Bom, é claro que o lojista precisa analisar sua situação de maneira individual, mas é importante levar em conta que, além da taxa administrativa da operação, essa comissão das plataformas inclui custos relativos a mídia online, análise de fraude, taxas cobradas por operadoras de cartão etc. Ou seja, concentra gastos que o empreendedor teria de qualquer modo, mas muitas vezes de um jeito mais eficiente e bem distribuído.

Vamos ver um exemplo comparativo de como os gastos seriam divididos pelo marketplace (A) e o empreendedor em sua própria loja virtual (B). Digamos que o lojista divida os gastos da seguinte maneira:

  • Antecipação AVP (venda a prazo e recebimento do dinheiro): 8%
  • Chargeback (valor não reconhecido pela operadora): 1%
  • Custo fixo (aluguel/investimento/mão de obra): 2%
  • Gateway (taxa administrativa da operação: 3,5%
  • Marketing: 6%
  • SAC: 1%
  • Sistema anti-fraude: 1%

Tudo isso resulta em um total de 22,5% de custos sobre cada venda. Digamos que o lojista venda produtos com um ticket médio de R$ 1000. Isso significa que, numa compra desse valor, ele terá um lucro de R$ 775 em seu e-commerce. Se ele trabalhar com marketplaces que mantenham a taxa de comissão média do mercado, entre 16% e 20%, ele lucraria R$ 800 com a venda do mesmo produto.

Como o marketplace é formado por empresas grandes, os investimentos em tecnologia costumam ser maiores, os gastos para atrair clientes e fazer funcionar a operação são menores, e isso se reflete em taxas menores para os lojistas.

Além disso, outro aspecto que vai refletir em um maior lucro para o lojista é que os marketplaces costumam ter mais mídia, relevância em SEO (Otimização para Mecanismos de Busca ou Search Engine Optimization) tráfego e visitas. Assim, colocando tudo no papel, é bem provável que o valor da comissão dos marketplaces valha a pena em comparação com os custos de operações internas.

Isso não quer dizer que não valha a pena ter sua própria loja. Mas, se seu investimento inicial é pequeno, pode ser interessante começar suas vendas por meio dos marketplaces para depois desenvolver seu e-commerce. 

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2. Quanto custa para anunciar em marketplaces?

Geralmente, não há nenhum preço inicial para vender diretamente nos marketplaces. Contudo, pode haver alguns gastos indiretos. Por exemplo, muitas grandes redes varejistas exigem alguns documentos antes de autorizar a venda, o que pode gerar alguns custos. Mas, ainda assim, esse tipo de gasto costuma ser pequeno e vantajoso quando comparado ao potencial de vendas que o lojista terá no marketplace.

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3. É possível assegurar um saldo positivo?

O pagamento de comissões pode parecer prejudicial para o lucro do seu e-commerce, mas é essencial que você leve em consideração como isso se compensa com o aumento no volume de vendas. Para se ter uma ideia, os principais marketplaces do país têm um público de 40 milhões de pessoas. Em resumo, um mercado bastante extenso.

Se você praticar preços competitivos, conseguirá obter uma boa parte desse mercado, ampliando seu faturamento com base na quantidade de clientes, mesmo quando houver comissões e cobrança de mensalidade.

Além disso, você pode tentar compensar esses valores com a diminuição de gastos em outros estágios do negócio, como despesas com o frete, mais eficiência no atendimento, diminuição na quantidade de cancelamentos devoluções e trocas etc. Nesse sentido, é importante investir em uma plataforma que tenha gestão integrada desses estágios.

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4. Quem faz o cálculo da conciliação de repasses?

O repasse é o fluxo em que o valor líquido das vendas é depositado no cadastro do empreendedor. Diferentes marketplaces trabalham com diferentes comissões, e costumam repassar os valores em datas específicas.

Assim, pode ser complicado fazer o cálculo das conciliações de forma manual, pois seria preciso analisar os pedidos individualmente, o que aumenta muito os riscos de errar nas contas. 

Por isso, é fundamental contar com alguma solução que ofereça conciliação automática, o que economizará tempo do empreendedor, que ele pode utilizar para aprimorar a operação e vender mais.

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5. Como fica o investimento operacional?

Bom, o investimento operacional deve ficar a cargo do lojista, que precisa se preparar em relação aos seguintes itens:

  • Custos logísticos e operacionais
  • Estoque inicial
  • Ferramentas de gestão e integração
  • Pagamento da comissão por venda realizada (que pode mudar de acordo com o canal e categoria)
  • Recursos humanos (equipe)

É importante enfatizar que esse investimento vai variar bastante segundo seu segmento de mercado, sua localização e o momento do seu negócio. Por sua vez, isso afeta não apenas seus custos, mas também a precificação dos seus produtos.

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para você! E se você quer conhecer mais sobre a Conecta Lá e entender como podemos ajudar você a entrar nos maiores marketplaces, fale conosco agora!